21/09/2017

Resenha | Piano Vermelho

Piano Vermelho
  • Autor: Josh Malerman
  • Editora: Intrínseca
  • Páginas: 320
Ex-ícones da cena musical de Detroit, os Danes estão mergulhados no ostracismo. Sem emplacar nenhum novo hit, eles trabalham trancados em estúdio produzindo outras bandas, enchendo a cara e se dedicando com reverência à criação — ou, no caso, à ausência dela. Uma rotina interrompida pela visita de um funcionário misterioso do governo dos Estados Unidos, com um convite mais misterioso ainda: uma viagem a um deserto na África para investigar a origem de um som desconhecido que carrega em suas ondas um enorme poder de destruição.

                                   Resenha feita pela colaboradora Laiara Dias


Quando comecei a leitura de Piano Vermelho não sabia absolutamente nada da história, não li resenha, não li sinopse, não li as orelhas: fui às cegas pra mergulhar na narrativa, e foi muito bom ter feito isso porque dessa forma cada página era uma surpresa e pude desfrutar de cada mini mistério que compunha a narrativa.Antes de tudo devo alertar que Piano Vermelhor não é um livro de terror, se você embarcar na leitura esperando isso é provável que se decepcione e não consiga aproveitar tudo que o autor quis passar. Esse é um thriller psicológico, ou seja, a questão toda é brincar com tudo o que você não sabe.


A história começa já com Philip internado em um lugar que ele não sabe exatamente onde é, acordando de seis meses de coma após ter sofrido ferimentos que deveriam tê-lo matado e pouquíssima informação é dada tanto para Philip quanto para o leitor. Passa-se então para seis meses antes, para apresentar os personagens e contar de que forma Philip chegou até ali.Philip e seus colegas de banda serviram na II Guerra Mundial, mas não no fronte e sim como músicos. Um belo dia são chamados para uma missão em um deserto no Namibe, para descobrir a origem de um som misterioso. Nota-se, claro, que o som não é nada comum, já que a alta cúpula do exército está muito empenhada em descobrir sua fonte e até então não obteve sucesso.

A partir daí o livro é narrado em dois tempos: o tempo em que ocorre a missão e o presente, onte Philip Tonka já está se recuperando dos ferimentos que sofreu nessa missão enquanto o exército tenta descobrir o que houve com ele durante o tempo de busca pelo som e principalmente: qual é sua fonte.


A narrativa é feita de uma forma bem peculiar que me fez querer sempre ler o próximo capítulo, já que tanto no passado quanto no presente ficam grandes interrogações na nossa mente. Após algumas poucas páginas já estava cheia de perguntas não respondidas e cada capítulo contribuiu tanto para  crescer o mistério quanto para solucioná-lo.

Infelizmente nem todas as perguntas foram respondidas, e acredito que tenha sido proposital, mas isso me deixou meio chateada com o final do livro, já que apesar de ter soluções e partir para um lado que eu não imaginava, ainda queria mais respostas, deixando assim pra mim a sensação de um desfecho meio morno. No entanto, o desenrolar do livro é tão envolvente e tão bem elaborado que compensou a pequena decepção com o final e fez com que, de um modo geral, eu tenha gostado bastante do livro.

Leitura recomendada!


Sou baiana, criada no Mato Grosso, casada com um mineiro e cai de páraquedas nas terras capixabas. Viciada em Youtube e Netflix, chocólatra assumida, devoradora de chick-lits. Amo um bom romance açucarado e não resisto a um toque de pimenta na literatura, nem a uma colher de farinha no prato. Choro a toa, rio alto, e não consigo decidir entre ser ogra ou princesa! Muito prazer, essa sou eu!


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Um comentário:

  1. Oi Aline e Laiara,
    Fiquei intrigado com essa história desde que Laura falou sobre ele no Clube do Livro. É o tipo de thriller que me intriga. Pena saber que algumas perguntas ficam sem respostas. Não curto muito quando isso acontece. Quero ler Caixa de Pássaros antes.
    Beijos,
    André | Garotos Perdidos
    www.garotosperdidos.com

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