13/06/2017

Resenha | A Rainha de Tearling

A Rainha de Tearling
  • Autor: Erika Johansen
  • Editora: Suma de Letras
  • Páginas: 352

Quando a rainha Elyssa morre, a princesa Kelsea é levada para um esconderijo, onde é criada em uma cabana isolada, longe das confusões políticas e da história infeliz de Tearling, o reino que está destinada a governar. Dezenove anos depois, os membros remanescentes da Guarda da Rainha aparecem para levar a princesa de volta ao trono – mas o que Kelsea descobre ao chegar é que a fortaleza real está cercada de inimigos e nobres corruptos que adorariam vê-la morta. Mesmo sendo a rainha de direito e estando de posse da safira Tear – uma joia de imenso poder –, Kelsea nunca se sentiu mais insegura e despreparada para governar. Em seu desespero para conseguir justiça para um povo oprimido há décadas, ela desperta a fúria da Rainha Vermelha, uma poderosa feiticeira que comanda o reino vizinho, Mortmesne. Mas Kelsea é determinada e se torna cada dia mais experiente em navegar as políticas perigosas da corte. Sua jornada para salvar o reino e se tornar a rainha que deseja ser está apenas começando. Muitos mistérios, intrigas e batalhas virão antes que seu governo se torne uma lenda... ou uma tragédia.



Ei gente! Cá estou eu com as resenhas de volta no blog! Aos poucos - sem exagero. E para voltar, vou falar um pouco para vocês do que achei do livro A Rainha de Tearling - escrito pela Erika Johansen e publicado aqui no Brasil pela Suma de Letras. Por se tratar de uma fantasia em que uma protagonista estaria em evidência, eu me animei bastante para ler. Confesso que dei uma olhada em algumas resenhas antes - coisa que não costumo fazer por conta da tal das expectativas - e elas estavam bem divididas em relação ao livro. Então, o li de mente aberta.


Kelsea foi criada em uma cabana isolada até completar 19 anos. A partir dessa idade, a jovem estava destinada a se tornar rainha de Tearling e, por isso, foi buscada pela guarda real de sua mãe - e agora sua própria - para tomar seu lugar de direito. Não se enquadrando no que a jovem - e tantos outros - acha adequado para uma "princesa e rainha" na aparência física, Kelsea adora livros e aprendeu desde muito cedo algumas coisas de seu reino. Além disso, a jovem possui um colar poderoso - a safira tear - em torno de seu pescoço - que poderá ser útil em sua caminhada para as novas descobertas. Ela descobrirá que há muito além do que os ensinamentos que lhe foi dado e que precisará confiar nas pessoas certas.

Não vou mentir. Demorei um pouco para engatar na leitura de A Rainha de Tearling. Acredito que isso muito se deveu ao tamanho exagerado dos capítulos. A autora faz um trabalho de apresentação de livro, onde de cara já estamos na mudança de Kelsea para sua nova vida. E isso trás impacto para ela e para o leitor. Juntando isso, a enorme quantidade de páginas, a leitura ficou pouco dinâmica para mim. Isso acontece ao longo de todo o livro - os capítulos permanecem grandes e me incomodaram. A diferença é que em alguns momentos existiam cliffhangers em que a leitura passava a ser mais acelerada e fluída de ser feita, sem contar nas partes que possuem mais diálogos. Achei que a fonte utilizada na diagramação do livro também era pequena e isso contribuiu para que a leitura demorasse um pouco mais. 

Apesar desse ponto, a narrativa da autora é boa e trás os pontos necessários para você se sentir inserido na trama. O universo de Tearling é uma espécie de "consequência distópica". No decorrer da leitura você entende que os povos ali existentes são a fusão de uma antiga Inglaterra e um antigo EUA. Essas sutilezas enriquecem a trama, porque não são tão escancaradas assim. Os personagens sempre falam sobre o passado de Tearling, mas não abertamente como Kelsea quer para entender. Falando nela, é uma personagem que se mostra frágil no início, mas que de repente mostra uma força guardada bem grande. Ela tenta sempre se provar para todos ao seu redor, muito por conta de que quase ninguém acredita nela como rainha. Isso vai tomando conta dela e a faz crescer dentro da trama.

Gostei bastante de vários personagens secundários e eu ficava torcendo para vários deles aparecem em cena. Clava, Pen e Fetch se tornaram meus preferidos - além de Kelsea - e eu acho que a autora deve continuar investindo na participação deles. Aliás, eu acredito que alguns deles tem participação muito importante na trama. Esse primeiro livro foi uma espécie de abertura para muitas pontas soltas que a autora criou. Além da criação de mundo, muitas perguntas ficaram passando pela minha cabeça e a Erika Johansen precisa tomar cuidado com isso. Mas se ela tomar um rumo bacana e continuar com uma boa narrativa, a história tem tudo para deslanchar. 


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Um comentário:

  1. Oi Aline😊.
    Que bom que você gostou do livro. Eu ameiiiiii A Rainha de Tearling e estou louca para o segundo livro. Que bom que a Suma de Letras irá lançar por agora.
    Beijos
    Ariane de Freitas
    www.oquetemnanossaestante.com.br

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