21/02/2017

Resenha | Pensei que fosse verdade

Pensei que fosse verdade
  • Autor: Huntley Fitzpatrick
  • Editora: Valentina
  • Páginas: 336
Gwen Castle nunca quis tanto dizer adeus à sua ilha natal quanto agora: o verão em que o Maior Erro da Sua Vida, Cassidy Somers, aceita um emprego lá como faz-tudo. Ele é um garoto rico da cidade grande, e ela é filha de uma faxineira que trabalha para os veranistas da ilha. Gwen tem medo de que esse também venha a ser o seu destino, mas, justamente quando parece que ela nunca vai conseguir escapar do que aconteceu – ou da ilha –, o passado explode no presente, redefinindo os limites de sua vida. Emoções correm soltas e histórias secretas se desenrolam, enquanto Gwen passa um lindo e agitado verão lutando para conciliar o que pensou que fosse verdade – sobre o lugar onde vive, as pessoas que ama, e até ela mesma – com o que de fato é.

Resenha feita pela colaboradora Laiara Dias

Vocês lembram que há um tempo atrás a Aline trouxe um post com leituras de verão? Então! Pode incluir esse título na sua lista também, porque tem a cara certa. O plot todo é um amor de verão e não espere nada mais além disso! Nada de grandes reviravoltas ou superações: é um romance adolescente, de verão, com toda a leveza que deve ter apesar de parecer querer ser mais que isso às vezes. Se você embarcar na história de “Pensei que fosse verdade” sabendo disso, provavelmente vai gostar bastante, pois vai receber exatamente o esperado.


Gwen é uma adolescente de 17 anos que vive em uma ilha de pescadores, onde basicamente existem dois tipos de pessoas: os que são da ilha e vivem lá permanentemente, e os magnatas que têm grandes mansões de veraneio na pequena ilha. Ao que dá a entender, a ilha não tem escola alguma, sendo assim, Gwen, seu primo Nic, e sua melhor amiga Viv, estudam no mesmo colégio que os filhos dos mais granfinos.

Gwen vive com a mãe, o primo, o avô e seu irmão caçula. Todo verão trabalha para o pai em sua lanchonete e sempre desejou poder ir pra longe daquela ilha pra viver uma vida melhor, ter uma perspectiva de algo maior. Há algumas questões sobre responsabilidades familiares, divórcio e outros assuntos que ensaiam ser um pouco mais densos, mas no meio da narrativa acabam se tornando bem superficiais, mas como disse no início, embarque na história esperando que o foco seja o romance e não terá nenhuma decepção.

Gwen tem um crush muito forte em Cass, um dos veranistas que nesse ano está de castigo tendo que fazer serviço braçal na ilha, logo, ela não vai se livrar dele tão cedo. Embora na primeira metade do livro ela tente se enganar de que não queira ver Cass nem pintado de ouro por causa de um lance passado, é óbvio que o crush está lá, firme e forte. E grande parte da narrativa está em torno de (1) Gwen tentando lidar com esse crush (2) nós tentando descobrir qual foi a treta do ano anterior.

E é só isso! Um livro gostoso de ler debaixo de um guarda-sol enquanto você escuta o som das ondas. O clima de verão é presente em toda a narrativa, e bem, são adolescentes: fazem besteira o tempo todo e têm as dúvidas e inseguranças típicas dessa fase. Bate até uma nostalgia.

A escrita é bem fluida, o que deixa o livro com um clima ainda mais leve. Ah, um ponto importante é que o avô de Gwen é português, e como no início do livro é mencionado muito rapidamente que Gwen é de descendência portuguesa, quase passa batido. Levando em consideração que falamos português, as falas do avô ficam só com um vocabulário deslocado no meio do resto da tradução, e eu até metade do livro não entendi o porquê até uma cena em que um personagem diz “Não falo português” e então a ficha caiu, então, não estranhe quando for a sua vez de ler.



Sou baiana, criada no Mato Grosso, casada com um mineiro e cai de páraquedas nas terras capixabas. Viciada em Youtube e Netflix, chocólatra assumida, devoradora de chick-lits. Amo um bom romance açucarado e não resisto a um toque de pimenta na literatura, nem a uma colher de farinha no prato. Choro a toa, rio alto, e não consigo decidir entre ser ogra ou princesa! Muito prazer, essa sou eu!


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