19/12/2016

Resenha | Legado

Legado
  • Autor: Hugh Howey
  • Editora: Intrínseca
  • Páginas: 368

A batalha pelo Silo já foi vencida. A guerra pela humanidade só está começando. É um tempo em que, para sobreviver, os humanos precisam se manter em cidades subterrâneas, aprisionados, sem ligação com o mundo lá fora. Esse é o universo de Silo, a série de ficção científica e fantasia escrita por Hugh Howey. Juliette, uma operária nascida nos subterrâneos, é a heroína da trama apocalíptica. Em Legado, ela se torna prefeita do Silo 18, que está se recuperando de uma rebelião. Seu governo encontra grande resistência por causa da controversa escavação para resgatar os supostos sobreviventes do Silo 17, uma empreitada vista com desconfiança que está espalhando o medo entre os moradores do Silo 18. Como se isso não fosse um desafio grande o bastante, Juliette também recebe transmissões de Donald, a voz que alega ser líder do Silo 1 e está disposta a ajudar — mas também é capaz de fazer ameaças horríveis. Talvez Donald não seja o monstro que Juliette vê. Quem sabe ele não é a peça-chave para a salvação de toda a espécie humana? Mas será que ainda há tempo? No último volume da série Silo, as escolhas de Donald e Juliette podem mudar o mundo… ou extingui-lo de vez.



Se você ainda não leu os volumes anteriores da trilogia, essa resenha pode ter spoilers para você

Ei gente! A trilogia Silo chegou de forma bem diferente na minha lista de leituras há uns três anos atrás - em uma turnê intrínseca que aconteceu aqui no ES. Desde então, venho acompanhando e esperando sua finalização. Achei Silo um livro surpreendente. Ordem contou um pouco sobre o que aconteceu com a Terra antes da construção dos Silos e também fiquei satisfeita com o que li. E agora, Legado veio para fechar. Esperava que com chave de ouro. 


Em Legado temos a junção de todos os personagens que conhecemos nos dois primeiros livros. E o foco maior novamente em Juliette - agora prefeita do Silo 18 se recuperando aos poucos depois de uma rebelião. O objetivo dela agora é auxiliar os moradores esquecidos do Silo 17, mesmo com a não aprovação dos moradores do seu Silo. Concomitante a isso, ela se comunica com Donald, chefe do Silo 1 a quem ela ainda não conhece e possui receio. A que os leitores conhecem muito bem do segundo livro. 

Achei o início da leitura de Legado bem arrastado. Não me conectei com o livro como foi nos dois outros volumes. Demorei a pegar o ritmo e - consequentemente - demorei na leitura. Assim como nos outros livros, o narrador transita em vários pontos de vistas de personagens. Válido para algumas passagens, mas nem tanto para outras - como em alguns casos envolvendo as personagens do Silo 17. Em alguns momentos, me senti sendo enrolada pelo autor. Apesar disso, a leitura começa a acelerar lá pela metade e finalmente começamos a ter um desenrolar do fim.

Muitos questionamentos que obtive no decorrer da leitura foram sanados, apesar de não terem sido surpresa. O grande trunfo do autor para mim foi o quão real foram as interações humanas em uma situação dessa. Desespero, ações sem pensar. Mas também a grande esperança de fazer o melhor e de acreditar nas pessoas, independente do caos. 

O final é deixado com uma abertura para a imaginação dos leitores, o que no caso foi bom. Legado foi uma leitura mais difícil e arrastada que seus antecessores. É preciso parar em alguns pontos para assimilar a política e entender o que está acontecendo. Porém, seus personagens fazem com que o leitor releve seus pontos mais fracos. Valeu a pena pela grande ideia distópica - ouso dizer diferente - em meio a tantas outras que caíram na mesmice. 


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