08/11/2016

Resenha | Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter

Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter
  • Autor: Sarah Maclean
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 352
Isabel Townsend não é exatamente o que se espera da filha de um conde. Apesar de ter a pele delicada e de saber se portar como uma dama quando necessário, a jovem também monta a cavalo, conserta telhados, administra a propriedade e cria o irmão caçula desde que a mãe faleceu – tudo isso sem despertar a menor suspeita de que não há um homem sequer para cuidar de sua família. Para o pai dela, que só queria se divertir e gastar dinheiro em jogatinas, pouco importava o que ela fizesse. Porém, quando ele morre, Isabel se vê sem recursos e precisa defender os direitos do irmão, ameaçados pela chegada iminente de um tutor. Assim, não lhe resta saída senão vender sua coleção de estátuas de mármore, o único bem que herdou. Para sorte sua, um especialista em antiguidades acaba de chegar ao condado. Inteligente e sensual, lorde Nicholas St. John é um solteiro convicto que deixou Londres para se livrar das jovens que passaram a persegui-lo desde que foi eleito um dos melhores partidos da cidade. Em poucos dias, fica claro para Nick que Isabel é a mulher mais obstinada e misteriosa – além da mais interessante – que já cruzou seu caminho. Ao mesmo tempo, ao conhecê-lo melhor, a independente Isabel percebe que há homens em que vale a pena confiar. Enquanto eles põem de lado suas antigas convicções, seus corações se abrem para dar uma chance ao amor.

Ei gente! A trilogia Os Números do Amor veio para me conquistar mesmo. O primeiro volume foi arrebatador e minha melhor leitura de Romance de Época do ano. Esperava muito pelo segundo volume - Dez Formas de Fazer um Coração se Derreter - e não me decepcionei, apesar de não ser tão bom quanto o volume anterior.


Isabel é bem diferente do que todos esperam de uma dama da sociedade, ainda mais por ser filha de um conde. Depois de todos os traumas que a vida lhe impôs - pai viciado em jogos e bebida e uma mãe que a culpava pelo pai tê-las deixado - ela aprendeu a se virar da melhor forma. Órfã e com um futuro conde - seu irmão mais novo - para criar, ela administra toda a propriedade de sua família com a ajuda de várias mulheres que também não tiveram tanta sorte na vida. Com a situação financeira indo de mal a pior, o único jeito de salvar a todos é vendendo suas estátuas de mármore. E qual não é sua surpresa quando Nicholas St. John aparece em sua cidade no anterior e ele é um grande especialista em antiguidade. Vamos juntar o útil ao agradável, não é? Talvez, se ambos não fossem tão teimosos e convictos que não terão sorte no amor. 

A autora Sarah MacLean fez uma ótima escolha em dar o foco para essa trilogia aos irmãos St. John. Todos os três possuem uma carga de história muito boa de ser trabalhada e isso ganha pontos para a narrativa no decorrer dos dois primeiros livros. Apesar disso, a autora também trabalha muito bem a outra parte do casal; aqui no caso, a protagonista é Isabel e ela tem muito mais responsabilidades que qualquer outra dama da sociedade. Ela - literalmente - veste as calças e faz o trabalho duro. Além dela possuir uma bondade extensa, mesmo com tudo o que lhe aconteceu. Mas não dá para se enganar: ela não é ingênua.

Nicholas é um personagem bem carismático, infelizmente não tanto quanto seu irmão gêmeo - eles odeiam comparação no decorrer das histórias, mas não dá para evitar. O grande trunfo de Nicholas é sua história pregressa envolvendo suas viagens e sua conexão - ou falta dela - com sua mãe. Isso não quer dizer que ele é um personagem ruim, longe disso.

A trama possui algumas reviravoltas, principalmente envolvendo a vida que Isabel leva em sua propriedade. Esse lado envolvendo tanto ela quanto as moças que moram e trabalham juntas é o melhor plot do livro, na minha opinião. Dá vontade de saber um pouco mais sobre a história de cada uma - temos uma pitada de uma história, que eu realmente acredito que seus personagens estarão envolvidos no próximo livro. A escrita da autora continua gostosa de ser lida, mas sem tanto toque de humor - senti falta, confesso - quanto o primeiro volume.

Essa trilogia tem tudo para conquistar ainda mais os leitores do gênero e acredito que a autora não deixará cair a peteca do enredo no último livro. Estou muito ansiosa para saber se algumas das situações que começaram nesse livro possam se desenrolar no próximo.  


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2 comentários:

  1. Eu só consigo lembrar da empolgação com esse livro no evento de romances de época! hahah
    Preciso arranjar um tempinho entre as leituras pra essa série <3

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  2. Ótima resenha, mas o livro não faz muito o meu estilo.

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