15/10/2016

Resenha | Desejo Insaciável

Desejo Insaciável
  • Autor: Kresley Cole
  • Editora: Valentina
  • Páginas: 352
Depois de suportar anos a fio torturas constantes comandadas pela Horda dos vampiros, Lachlain MacRieve, líder do clã dos Lykae, fica enfurecido ao descobrir que sua parceira, há tanto tempo profetizada e pela qual espera há mais de um milênio, é uma vampira, assim como seus captores. Na verdade, Emmaline Troy é metade Valquíria, metade vampira. Jovem delicada e etérea que, com seu jeito todo especial de ser, é a única que pode suavizar a fúria que incendeia o faminto Lykae. Uma vampira prisioneira de sua fantasia mais selvagem... A doce Emmaline decide sair pelo mundo em busca da verdade sobre seus pais desaparecidos. Em Paris, um poderoso espécime Lykae a encontra, determina que ela será a sua parceira por toda a eternidade e a leva para o castelo escocês dos seus ancestrais. Lá, o pavor que Emmaline sente do Lykae – e da sua insaciável fome de prazer – faz com que ele inicie um lento e envolvente jogo de sedução e ela liberte suas mais sombrias fantasias.

Resenha feita pela colaboradora Laiara Dias

Quando a Aline me convidou pra resenhar Desejo Insaciável já imaginava que seria um livro que me agradaria, e ela não estava errada! O universo da Série Imortais é o mesmo em que vivemos, exatamente na época contemporânea a nós. Mas não se deixe enganar pela ambientação familiar, ainda estamos falando de um universo de fantasia. Temos exatamente o mundo do século XXI mas entre nós vivem lobisomens, vampiros, valquírias, demônios, bruxas, fúrias, e por aí vai. Só que claro, nós humanos não temos consciência da existência deles, a não ser nos mitos. O foco aqui são exatamente esses seres míticos! Cada espécie tem seu próprio reino e domínio, como também suas inimizades, e a frágil paz desse mundo parece estar sempre ameaçada.



Nesse primeiro livro da série, o casal protagonista são Emmaline e Lachlain. Ela é uma vampira (a última fêmea dessa raça, pelo que se sabe) só que é metade valquíria, e por mais que descenda de duas raças que têm a força, bravura e crueldade como suas principais características, ela está mais para frágil donzela, pois foi protegida pelas valquírias durante toda a vida, até então. Emma então decide ir para Paris, numa viagem em busca de informações sobre seu passado, e também para provar para si mesma e para suas tias que ela consegue se virar sozinha. Só que então aparece Lachlain na história.

Lachlain é rei dos Lycae, raça essa que se você já está acostumado com universos fantástico já pode deduzir que são o quê?! Isso mesmo, lobisomens. Aí você pensa, hummm, essa menina é metade vampira né… Vai dar ruim… Pois saiba que vai dar pior! Lachlain passou quase dois séculos preso e sendo torturado continuamente pelo líder dos vampiros, e só consegue se libertar porque sente o cheiro de Emma quando ela passa pelas redondezas de onde ele foi mantido preso durante todo esse tempo. Acontece que os Lycae se ligam a uma fêmea por toda a eternidade, tipo, destinados mesmo um ao outro, não dá pra tentar e tentar, quando é a parceira certa, é aquela, pronto e acabou.

Só que quando Lachlain encontra Emma, percebe o sangue vampiro dela de cara, e digamos que ele a trata com a delicadeza de um coice de mula. E a sequestra, veja só!

Daí pra frente que a história se desenrola, porque então teremos esses dois tentando se dar bem, as tias tentando “resgatar” Emma, Lachlain decidido a fazer de Emmaline a sua rainha antes da próxima lua cheia, e mais uns vampiros querendo guerra por aí. Agora vamos às considerações: eu gostei muito do livro! Foi uma leitura bem rápida, pois me prendeu do início ao fim, eu sempre queria saber o que aconteceria a seguir e o ritmo da narrativa se manteve rápido e fluido durante todo o livro, fazendo com que a experiência de leitura fosse bem agradável.

Algumas coisas acontecem no início do livro, nas cenas mais quentes, que podem desagradar aos mais sensíveis, vi inclusive muitas avaliações negativas baseadas exatamente nessas primeiras cenas, e confesso que minha opinião sobre elas logo quando comecei a ler não era bem definida. Então, deixei em mente que ali era um universo de fantasia, com seres que não são humanos, e que no contexto fazia sentido. Com o passar da narrativa o cenário que pode ser levemente perturbador muda completamente, então, se for ler, não se assuste de cara.

A autora tem um tipo de narrativa que consegue descrever de forma bem direta, sem muitos rodeios nem devaneios desnecessários o que é um ponto positivo, por outro lado, é difícil de identificar a voz do narrador às vezes. Em alguns momentos tive que retornar um ou dois parágrafos ao me dar conta que era outro personagem que estava falando.

A personagem da Emma me deu raiva inúmeras vezes, mas levando em consideração a forma com que foi criada, era de se esperar que ela não fosse a mais madura das pessoas. Já Lachlain eu amei com todas as minhas forças, e é quase impossível não simpatizar até com as cretinices ocasionais dele (o fato de ele ser do tipo moreno, alto, bonito e sensual não tem nada a ver com isso, ok, rsrs).

O final que Kresley deu para a narrativa foi OK, digo isso porque o final em si foi uma boa resolução, mas poderia ter acontecido de outra forma, algo mais emocionante, eu diria. Como um todo, repito que gostei bastante do livro, e a história é bem fechada. Esse é apenas o primeiro de uma série que já conta com mais de dezoito livros publicados lá fora. Mas calma que cada volume trata do mesmo universo, mas com enredos e protagonistas diferentes (quem conhece IAN sabe bem como é esse formato). Fiquei bem curiosa a respeito das continuações e espero que a Valentina traga em breve os próximos títulos para o Brasil.



Sou baiana, criada no Mato Grosso, casada com um mineiro e cai de páraquedas nas terras capixabas. Viciada em Youtube e Netflix, chocólatra assumida, devoradora de chick-lits. Amo um bom romance açucarado e não resisto a um toque de pimenta na literatura, nem a uma colher de farinha no prato. Choro a toa, rio alto, e não consigo decidir entre ser ogra ou princesa! Muito prazer, essa sou eu!


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