31/07/2016

Artigo | Praticando o Desapego


Eu sempre fui uma pessoa muito apegada. A tudo. Pessoas, coisas, lugares, músicas, livros. Tudo o que você imaginar que eu gostasse, lá estava eu sendo apegada muitas vezes trouxa mesmo daquilo com todas as minhas forças. Me sentia confortável e bem com a proximidade do que eu gostava e com o apego que eu tinha com elas. E isso aconteceu até bem recentemente, se vocês querem saber. Até que um dia, eu resolvi desapegar. E desapeguei.

De pessoas, coisas, lugares, músicas, livros. Coisas que me faziam me sentir mal. Que traziam coisas ruins para dentro de mim. Que estavam acumulando - fisicamente e mentalmente; os espaços que precisavam - tinham - que ser liberados para a entrada de novos. E foi isso que eu fiz. Uma limpeza. Não pensem que foi fácil. Não foi mesmo. Mas eu fiz. Comecei pela coisa física que mas me trazia - e me trás - significado: os livros. Desapeguei de mais de 100 títulos. Doei vários, vendi alguns e outros estão aqui em casa ainda. Para que eu iria manter algo comigo se essa coisa não estava tendo utilidade? Coisas que poderiam trazer felicidade e serem bem mais úteis com outras pessoas? Exato. Os livros já foram. E eu me senti bem.

Parti então para as músicas. Comecei a me permitir ouvir coisas novas e deixar que o passado tivesse um espaço bacana em minha mente e coração, mas não tanto. Passei a ouvir CDs inteiros - nunca tive esse costume - e dar lugar sim aos guilty pleasures, por que não? Deixei que vissem. Não me importava mais. Agora quero me desapegar de lugares. Quer dizer, conhecer novos para que os antigos - que quase não tenho - sejam superados e desapegados. Quero viajar, conhecer novas culturas. Ir a locais que eu sempre sonhei em toda a minha vida - Londres, Roma, Disney/Orlando, Nova York, Japão e Nova Zelândia. E visitar outros que eu nem imaginava que iria conhecer.

Mas o desapego mais difícil com certeza, é o de pessoas. Mas preciso praticá-lo. Infelizmente, nem sempre de pessoas boas e que vão nos fazer crescer, nosso círculo social é formado. Sempre terão aquelas que não nos farão bem. E dessas, o desapego é mais do que recomendado. E até mais fácil. Mas e quando o desapego precisa ser feito com pessoas que fazem parte constante de sua vida? Seja em qualquer âmbito, ressalto. Isso é muito mais complicado. E o que estou tendo mais dificuldades em começar. Apesar disso, já estou seguindo um lema: estou presente, sou leal e amiga com quem merece. Quem ficar dando bobeira, tchau e bença.

Recomendo o desapego a todos vocês, em qualquer parte de sua vida. Seja por coisas físicas, emocionais ou qualquer outra, ele acaba fazendo com que a gente cresça, mesmo sem percebermos. Posso continuar tendo somente 1,54 de estatura, mas com certeza cresci muito mais do que imaginava nesse processo de desapego. Vamos todos praticar?

(imagem do post retirada do we heart it)

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5 comentários:

  1. Oi!
    Também era muito apegadas as coisas, sempre guardava muitas coisas pensado que um dia pode ser que acabe usando, mas recentemente estou notando que estou mais desapegada para mim foi um processo mais lendo e que ainda não acabou, mas quero com certeza esse desapego nos ajuda trazendo um sentimento de limpeza, crescimento !!

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  2. Ahh, é sempre assim. A gente se apega a coisas tão bobinhas. Mas outras são importantes demais. Como as pessoas, só que aí depende de que tipo de pessoa também. Algumas não trazem nada de bom mesmo e praticar o desapego aí é bom.

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  3. Parabéns Aline, realmente não é fácil exercer a pratica do desapego, eu por exemplo tenho muita dificuldade.
    Tenho desde o ano passado aceitado e praticado novas experiencias na minha vida, mais o desapego é o que menos tenho feito, preciso de mais força de vontade para essa pratica.

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  4. Olá!
    Seu artigo foi ótimo!
    Também sou uma pessoa que se apega, principalmente a coisas físicas, como livros. Por muito tempo, ficava com pena de trocar, vender ou doar. Mas hoje, estou melhor, pois coloquei na cabeça que o que não gosto, o que me faz sentir mal, não preciso levar comigo.
    Hoje, penso duas vezes em guarda coisas que não terão utilidade. E no caso dos livros, troco, vendo, só fico com os livros que realmente gostei.
    Quando nos desapegamos, nos sentimos mais livres!

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  5. Aline, tem uma poesia da qual gosto muito, da Elizabeth Bishop, que se chama "A Arte de Perder". Eu não sei se você já leu, mas se ainda não conhece, recomendo que você se dê esse pequeno presente. ;) Beijo do amigo, Thi.

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