14/06/2016

Resenha | Espada de Vidro

Espada de Vidro 
  • Autor: Victoria Aveyard
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 496
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

Se você ainda não leu o primeiro volume dessa série, essa resenha pode ter spoilers para você

Ei gente! A Rainha Vermelha foi uma bela surpresa nas leituras do ano passado para mim. Estou em uma vibe de querer livros com pouco romance, com mais ação/fantasia e que a protagonista mostre realmente ao que veio. E foi um pouco disso que encontrei no primeiro volume. Finalizei a leitura querendo muito saber o que Espada de Vidro traria para mim. Seria mais do mesmo? Ou o romance iria tomar conta? Felizmente, tive mais uma grata surpresa quando peguei o livro em mãos e li a história.


Mare é uma vermelha, mas possui os dons dos prateados. E não é somente ela. Uma nova raça inteira está escondida dos olhos de todos: os sanguenovos. Depois que a jovem consegue escapar do palácio e do novo rei Maven - que antes ela achava ser uma pessoa completamente diferente - ela só tem uma coisa em mente: achar os outros sanguenovos para que juntos eles possam se unir contra a elite prateada opressora. Mas será que ela não vai se perder com tanta responsabilidade em mãos?

Espada de Vidro começa exatamente onde A Rainha Vermelha foi finalizado. Mare, o príncipe Cal e o exército vermelho estão em fulga, rumo ao povoado escondido de vermelhos e da força vermelha. Tudo o que importa para Mare nesse momento são os nomes de sanguenovos que Caleb deixou para ela. Sua missão agora nada mais é do que ir atrás deles e convencê-los de que não estavam sozinhos. E de que eles poderem fazer a diferença em uma possível revolução. O segundo livro inteiro é focado nisso.

O cenário como um todo é bem mais voltado para ação do que o livro anterior. E apesar de haver muita politicagem e cenas de reflexão a respeito, são poucos os capítulos em que as personagens ficam paradas. É uma corrida sem limites, mas isso não é ruim. A autora soube fazer com que essa ideia fosse transmitida, sem o leitor se sentir sem fôlego. Lembra das pausas que eu disse sobre reflexão e politicagem? Aqui que elas entram. E a Mare faz muitas reflexões durante esse livro. Que ações tomar ou o que fazer naquele momento. Apesar disso, ela esquece de algumas consequências graves que suas escolhas podem ter.

Mare é a heroína criada. Aquela que não sabia que sua vida teria esse rumo - basicamente como a maioria. Ela é extremamente humana e jovem, cometendo erros e fazendo más escolhas. Isso me fez gostar mais dela, apesar de uma hora ou outra ter vontade de dar uma boa sacudida em seus ombros. Percebam aqui que a revolução não está nas costas dela. O exército vermelho já existia, todo o fervor também. Ela só complementou e foi o estopim para acontecer mais rápido, junto com os sanguenovos.

Confesso que fiquei um pouco decepcionada com o personagem do Cal. Eu havia gostado tanto dele no volume anterior - e eu sinceramente compreendo sua dor e suas incertezas. Mesmo assim, o achei um tanto apagado. Maven - mesmo aparecendo pouco - é um personagem que eu gosto. É o vilão e tal, mas ao mesmo tempo que ele parece controlado, ele é extremamente dissimulado e dá um toque diferente na narrativa. Aqui vai o momento da confissão: eu realmente gostei das partes em que ele estava presente. Mais do que as outras.

O romance é quase inexistente aqui. O rumo da trama agora é outro. Sei que no fundo eu quero uma pitada do romance, mas a fantasia e a ação propriamente ditas foram o que me conquistaram ainda mais nesse volume. Acho que quem ficou com o pé atrás em A Rainha Vermelha, vai mudar totalmente de opinião no segundo volume. O livro trás mais emoções, mais personagens, mais cenas impactantes e mais realidade em meio ao mundo fantástico.


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2 comentários:

  1. Pode ser que um dia de uma chance para essa série, me lembrou um pouco da “Trilogia do Mago Negro” no início da resenha e vai para algo maior e mesmo com as outras características que gosto em fantasias ainda não chamou a intenção.
    Espero no futuro ouvir algo sobre à série que me fisgue.

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  2. Oi, Aline! Li a resenha só por cima pra não pegar spoilers, já que não li o livro anterior. Essa série tem opiniões bem divididas, vejo um equilíbrio entre os que gostam e os que não gostam. Já tive mais interesse em acompanhar a trama,hoje tenho mais curiosidade, por ser um livro bastante comentado. Às vezes é até bom que o romance seja deixado um pouco de lado nesses livros de aventura, já que muitas vezes estamos (eu,pelo menos) fugindo um pouquinho dele. rs

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