20/11/2015

Resenha | Grey


Grey
Cinquenta Tons de Cinza pelos Olhos de Christian
  • Autor: E.L. James
  • Editora: Intrínseca
  • Páginas: 524
Na voz de Christian, e através de seus pensamentos, reflexões e sonhos, E L James oferece uma nova perspectiva da história de amor que dominou milhares de leitores ao redor do mundo. Christian Grey controla tudo e todos a seu redor: seu mundo é organizado, disciplinado e terrivelmente vazio – até o dia em que Anastasia Steele surge em seu escritório, uma armadilha de pernas torneadas e longos cabelos castanhos. Christian tenta esquecê-la, mas em vez disso acaba envolvido num turbilhão de emoções que não compreende e às quais não consegue resistir. Diferentemente de qualquer mulher que ele já conheceu, a tímida e quieta Ana parece enxergar através de Christian – além do empresário extremamente bem-sucedido, de estilo de vida sofisticado, até o homem de coração frio e ferido. Será que, com Ana, Christian conseguirá dissipar os horrores de sua infância que o assombram todas as noites? Ou seus desejos sexuais obscuros, sua compulsão por controle e a profunda aversão que sente por si mesmo vão afastar a garota e destruir a frágil esperança que ela lhe oferece?

Resenha feita pela colaboradora Adriana Macedo

Agora sim, eu posso dizer que sou apaixonada pela historia de Cinqüenta Tons de Cinza. Eu gostei muito do livro 2 e 3. Sempre achei que a historia do primeiro era crua e que faltava alguma coisa. E como eu já imaginava a versão do livro pela visão de Christian me surpreendeu bastante. Lembrando que os três livros da serie tem a visão da chatinha e insossa Anastácia.


Eu sempre achei que Christian era o personagem mais bem desenvolvido da trilogia (com exceção do livro um). Ainda assim comecei a leitura com um pé atrás.; mas o livro não me decepcionou. E o protagonista se mostrou mais interessante do que eu esperava. O livro está bem escrito, divertido e bem narrado. Enfim, imperdível para quem é fã da série.

Na minha opinião, a trilogia deveria ter sido desde o inicio em primeira pessoa e intercalado entre os protagonistas Ana e Grey. Mas em compensação - como este é narrado somente por ele - Ana se mostrou uma personagem bem mais tolerável e aceitável aqui do que na versão narrada por ela (acho que o fato da gente não interagir com seus dramas e inseguranças ou o que se passa naquela cabeça oca ou daquela deusa interior, ajudou bastante na mudança da minha opinião sobre sua personagem).

O livro é basicamente a mesma historia, porém contada por Christian. Sendo assim, podemos ver como é realmente o seu lado controlador e apaixonado. Os capítulos são divididos entre horas, datas e locais, se intercalando entre o presente e as lembranças/pesadelos de sua infância com a mãe biológica ou com a família adotiva; e também sobre o pânico que tem de perder a Anastácia. Confesso que essas eram as melhores partes.

Também confesso que quando terminei de ler Cinquenta tons de cinza, tive vontade de dar na cara de Christian e ir embora do apartamento dele de mãos dadas com Anastácia. Nesse volume com o ponto de vista dele - que contém aproximadamente 100 páginas a mais que o outro - tive vontade de abraçá-lo e consola-lo. Sem contar que Christian tem um humor ácido e irônico, e dei boas risadas com esse lado dele que adorei conhecer. Christian não entende e não faz a mínima idéia do que fazer com os sentimentos contraditórios que sente por Ana. E isso foi fofo e emocionante de se ler.

Fiquei imensamente feliz em saber que a autora disse recentemente que pretende lançar a trilogia toda na versão de Christian. E eu, que acabei relendo Cinquenta Tons Mais Escuros logo após terminar este, estou roendo as unhas de ansiedade e curiosidade. Obrigado a Aline e  Intrínseca pela oportunidade da leitura - que amei. E aos fãs da série: divirtam-se com o livro.


Meu nome é Adriana, sou de Vila Velha no Espírito Santo e troco qualquer balada pela tranquilidade do meu lar. Adoro livros, música alta e séries de TV. Simples assim! 

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5 comentários:

  1. Oi, Adriana. Bem, eu não sou nada fã da série de livros Cinquenta Tons de Cinza, logo falo que Grey conseguiu me "decepcionar" ainda mais do que as histórias dos outros livros. Eu não me dou bem com histórias do gênero eróticos e para mim Grey foi feito apenas para ganhar mais dinheiro, lucro. Com a mesma história, apenas em visão diferente, o livro não me agradou em nenhum aspecto. Não consigo gostar de ambos os personagens principais, mas concordo com você que a Anastácia é bem chata. Bom, fico feliz por você em ter gostado do livro e creio que outros fãs gostarão. Entretanto, para mim não funcionou.

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  2. Olá!!
    Eu realmente não gostei de 50 tons, confesso que comecei a ler o primeiro livro por conta do sucesso que o livro estava fazendo mas me arrependi não terminei a leitura, infelizmente não lerei Grey, mais fico feliz que você como fã tenha gostado!!
    Bjocas!!

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  3. Não li esse livro ainda, mas me chama mais atenção do que a versão da Ana.
    Para uma literatura erótica achei a personagem muito " sem tempero ", para mim era mesma coisa que Bella Swan, embora eu ame Crepúsculo, a protagonista também era sem sal...
    Espero ler e me emocionar com GREY, também concordo que ele é o mais resolvido da trilogia, e por ser O DOMINADOR é bem melhor entender o que se passa na mente dele. Não gostei muito do filme, ali GREY para mim não era tão sedutor assim como li no livro, mas sou completamente apaixonada pelos livros mesmo sendo narrados pela chatinha da Ana.

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  4. Oi..
    Sinseramente nao tenho a minima vontade de ler a trilogia...pelo fatos dos comentarios....todos dizem que a autora exagerou no hot...e nao gosto disso....mas parece que vao lançar os outros dois livros na visao do Grey...entao talvez eu me anima...pelo gento que tu falou dele...kkk....mais a resenha foi muito boa....bjssss...

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  5. Não sou fã da série, tentei ler o primeiro livro mas abandonei a leitura...esse negócio de deusa interior é um saco. Quem sabe a versão do ponto de vista dele é melhor um pouco...

    Gostei muito da sua ideia de que os livros deveriam ter sido narrados por ambos, de forma intercalada. Pena que a autora não usou esse formato, teria ficado melhor.

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