10/07/2015

Resenha | A Rainha Vermelha

A Rainha Vermelha
  • Autor: Victoria Aveyard
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 424

O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterios. Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.


Ei gente! Ah, como é maravilhoso abrir um livro, iniciar a leitura, se surpreender e se apaixonar pelo o que encontra. Antes do seu lançamento no Brasil pela Editora Seguinte - A Rainha Vermelha escrito pela Victoria Aveyard - não tinha se mostrado tão promissor para mim. Na verdade, eu nem conhecia seu enredo ou a opinião de blogueiros americanos. Então, o livro caiu de paraquedas em minhas mãos, principalmente pelo fato de eu ter amado essa capa e o título. Dei uma chance e agora faço parte do grupo "você precisa ler esse livro" que se formou tão rapidamente entre os leitores brasileiros.


Mare vive em uma sociedade dividida por aqueles que possuem sangue vermelho e sangue prateado. Isso porque os prateados são uma espécie de seres especiais, que possuem poderes, e é claro, estão no poder oprimindo os cidadãos vermelhos, que não possuem os mesmos privilégios. Além disso, a jovem convive constantemente com a ideia de que em alguns meses ela será chamada a participar de uma guerra travada pelo seu "povo" a muitos anos, assim como seus irmãos mais velhos foram recrutados. Apesar disso, eis que surge uma chance de trabalhar no palácio real a livrando de seus possíveis compromissos com o exército. Ela só não imaginava que com essa oportunidade viria uma descoberta que mudaria drásticamente a vida de todos ao seu redor.

Mais do mesmo. Isso definitivamente você não irá encontrar em A Rainha Vermelha. O potencial apresentado pela autora no início das páginas do livro é enorme para que eu de cara já soubesse que iria encontrar bons momentos de leitura. Victoria Aveyard apresenta um mundo diferente daqueles que vi em distopias ou em outras histórias fantásticas, apesar de parecer ter bebido nas mesmas águas desses gêneros. O diferencial dela foram as bruscas surpresas e reviravoltas que me faziam segurar e soltar a respiração diversas vezes durante a leitura.

Sua narrativa é extremamente gostosa de ser lida. Fluída e com uma dinâmica propícia para o gênero, você sente a todo momento as ações dos personagens, suas escolhas e consequências. Seu foco voltado para a Mare nos dá uma boa impressão - mesmo voltando a primeira pessoa - de todo o cenário e de todas as personalidades dos personagens. A propósito, isso nos dá um bom pano para as surpresas que surgem ao longo da história. Confesso que senti uma ligeira dificuldade em aprender rapidamente como a comunidade de Mare funcionava, principalmente quando ela é inserida no meio prateado. Isso se deve muito pelas extensas linhagens de famílias e poderes diferenciados que cada uma delas possui. Mas logo você se vê aprendendo assim como a Mare.

E que jogada muito bem feita pela autora foi essa de fazer com que o leitor aprendesse junto com a protagonista a tudo ao seu redor, afinal o mundo dos prateados era tão desconhecido para mim quanto para ela. Falando nisso, um dos grandes trunfos para que a A Rainha Vermelha desse certo foi a construção de sua protagonista e personagens secundários. Mare é realista, apesar de alguns momentos carregar o mundo e a vida de todos que ama nas costas - não porque eles pediram, forte e carismática mesmo não se esforçando nem um pouco. Eu me identifiquei rapidamente com ela em várias situações do livro.

Os outros personagens não deixam a desejar. Pude observar todas as faces que o ser humano é capaz de fazer em situações de desespero ou de vingança. Ressalto a presença de Cal e de Julian que foram personagens que marcaram vários momentos importantes com e sem Mare. A propósito, existe um lema que Julian diz para Mare e que é inteiramente válido ao leitor de A Rainha Vermelha. Quem leu ou está lendo provavelmente sabe o que eu estou dizendo. 

E o Romance? Não é novidade para ninguém que um bom romance incrementa e muito uma boa história. No caso de A Rainha Vermelha ele não faz tanta falta quanto eu imaginava. Ele existe? De certa forma, do seu próprio jeito. Sutil e sem exageros. E ainda sim é na medida? Claro. Esse pode ter sido outro trunfo da autora. O romance está em stand by, pode ser usado, mas o enredo não é dependente dele. Nem Mare, na verdade.

As páginas vão sendo viradas, os capítulos acabando, as ações acontecendo e sua mente fazendo barulho como se fosse uma engrenagem de tantas surpresas. É inevitável fechar o livro em algumas partes, respirar e dizer "Não pode ser!" ou "Como isso foi acontecer?". São esses os momentos incríveis que a leitura de A Rainha Vermelha vai te propiciar. E espero que o próximo volume seja tão ou melhor do que essa abertura de série maravilhosa que pude conferir.

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3 comentários:

  1. Lendo essa resenha me convenci de que esse livro é pra mim! E essa capa aí já de cara me chamou a atenção! Desde que começaram a falar desse livro tenho estado super curiosa. Amei sua resenha, ela foi perfeitamente clara sobre o que esperar do livro. E posso dizer que ele já está na minha lista. Abçs!

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  2. Oi Aline, só não gostei de saber que tem continuação :(
    Agora estou preferindo deixar os volumes saírem antes de começar a leitura, porque já tenho muitas séries para me deixar na curiosidade. Mas pretendo ler este livro.
    Bjs, Rose.

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  3. Essa história é do tipo que me prende. O título do livro já me chamou atenção assim que soube dele, já publiquei até a foto no Facebook pra ver se ganho de presente kkkk - Ótima resenha, me animou ainda mais para tê-lo. Pela resenha, vejo que é um livro daqueles que merecem virar filme.
    Pretendo ler ele assim que terminar o atual.
    Beijocas

    http://ddreamsoficial.blogspot.com.br/

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