01/06/2015

Resenha | Ligeiramente Maliciosos


Ligeiramente Maliciosos
  • Autor: Mary Balogh
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 288
Após sofrer um acidente com a diligência em que viajava, Judith Law fica presa à beira da estrada no que parece ser o pior dia de sua vida. No entanto, sua sorte muda quando é resgatada por Ralf Bedard, um atraente cavaleiro de sorriso zombeteiro que se prontifica a levá-la até a estalagem mais próxima. Filha de um rigoroso pastor, Judith vê no convite do Sr. Bedard a chance de experimentar uma aventura e se apresenta como Claire Campbell, uma atriz independente e confiante, a caminho de York para interpretar um novo papel. A atração entre o casal é instantânea e, num jogo de sedução e mentiras, a jovem dama se entrega a uma tórrida e inesquecível noite de amor. Judith só não desconfia de que não é a única a usar uma identidade falsa. Ralf Bedard é ninguém menos do que lorde Rannulf Bedwyn, irmão do duque de Bewcastle, que partia para Grandmaison Park a fim de cortejar sua futura noiva: a Srta. Julianne Effingham, prima de Judith. Quando os dois se reencontram e as máscaras caem, eles precisam tomar uma decisão: seguir com seus papéis de acordo com o que todos consideram socialmente aceitável ou se entregar a uma paixão avassaladora?

Ei gente! A autora Mary Balogh realmente sabe o que faz. Pega aquela receita de Romance de Época, coloca personagens completamente diferentes um do outro, uma pitada de uma trama divertida e me faz ser uma leitora do gênero muito contente. Quando peguei seu livro de estreia aqui no Brasil - Ligeiramente Casados - não esperava me interessar tanto por sua escrita e pela forma como ela me conquistou. Somente a autora Julia Quinn do gênero tinha me interessado tanto. Até que Ligeiramente Maliciosos foi lançado e eu pude confirmar aquilo que temia: mais uma autora de Romances de Época para minha coleção.


Judith é filha de um pastor, vivendo as sombras de suas irmãs e condenada a morar com sua tia para ajudá-la e assim, diminuir as desespesas de sua casa com ela. Não aparentando ser nenhuma protagonista brilhante, ela logo se sobressai quando fica presa na estrada rumo a sua nova vida e Rannulf Bedwyn resolve ajudar a moça. E como ela se sobressai? Mostrando que é uma excelente atriz e encarnando Claire, independente e que logo se entrega a uma paixão avassaladora. Os dois se esquecem de suas verdadeiras vidas e mergulham de forma imediata a química que existe entre eles. 

O grande problema de tudo é que ambos estão mentindo e mal sabem eles: Rannulf está indo até a casa de uma senhorita cortejá-la, sendo que essa senhorita é nada mais nada menos que a prima de Judith. A partir daí, o relacionamento dos dois se torna mais que constrangedor e rendem ao leitor ótimos momentos. Posso dizer que os livros do gênero que me conquistam são exatamente aqueles que possuem personagens fortes e que possuem uma interação única. Judith e Rannulf fazem esse trabalho tão bem quanto outros protagonistas que gosto.

A autora conseguiu se firmar em minha estante graças ao jogo de humor e faíscas que saem do casal. Acho que ela fez isso brilhantemente - até mais que o primeiro volume. O enredo conseguiu se superar e sua narrativa conseguiu me arrancar momentos ótimos na leitura. Preciso frissar que não só de personagens principais se faz um livro: os secundários também tem papel importante e eu achei ótima a inserção da avó de Judith. Ela com certeza ganhou meu carinho assim que apareceu nas páginas. É inevitável não se encantar ou rir com ela, principalmente quando suas interações são feitas com sua filha e neta - tia e prima de Judith.

O sarcasmo e a irônia são elementos surpresa e essenciais para os melhores momentos do livro. E esses elementos - misturados a paixão que contém logo de cara a trama - conquista qualquer leitor ávido pelo gênero. Acho bacana ressaltar que a narrativa da Mary Balogh é feita em terceira pessoa, mas transita facilmente em pontos de vista de personagens diferentes quando o momento é oportuno para a inserção de sua opinião. Escolha coerente e que faz toda a diferença para a leitura.

Um livro fácil, rápido e que sabe conquistar, assim como seus personagens. É isso que pode-se esperar de Ligeiramente Maliciosos. É claro que a receita de bolo está presente. O bacana é como os sabores dessa receita podem ser diferenciados das outras. Fazendo toda essa analogia a bolos acho que vocês podem entender o porquê da autora ter conseguido me conquistar de vez nesse volume de sua série. E eu mal posso esperar para o volume de um certo irmão mais velho.


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5 comentários:

  1. Oi Aline, também gostei muito do livro e da forma como a autora desenvolve a história.
    Bjs, Rose.

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  2. Eu adorei esse livro, já estou curiosa pelo próximo da autora.
    Bjs
    http://eternamente-princesa.blogspot.com.br/

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  3. Hello!!
    To amando mto romances de época e esse livro eu to doida pra ler!!!
    Adorei a resenha e me anima mais ainda a ler logo.
    Essa capa tb ficou perfeita com o título!
    Bjus

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  4. Aline!
    Romances de época e receitas de bolo? Não tem como não me conquistar.
    A série parece boa, mas esse livro dela me parece ser o melhor.
    Adorei sua análise.
    Desejo uma ótima semana e um mês carregadinho de sucesso!
    “Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.”(Sócrates)
    Cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/

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  5. Eu nem me lembrava de Ligeiramente Casados quando li sobre o lançamento de Ligeiramente Maliciosos. Mas já percebi que são mais dois livros para a minha lista de romances de época. É bem como você disse, seguem uma receita de bolo, mas cada um tem o seu ingrediente especial que faz toda a diferença e nos deixa encantadas pela história.

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