05/12/2014

Resenha | Coração Ardente

Coração Ardente
  • Autor: Richelle Mead
  • Editora: Seguinte
  • Páginas: 416

No quarto volume da série Bloodlines, enquanto Sydney Sage esconde seu romance ardente com o vampiro Adrian Ivashkov, a ameaça de ser descoberta — e mandada para a terrível reeducação — é maior do que nunca. Criada desde criança para desprezar os vampiros, a alquimista Sydney Sage acabou vencendo seus preconceitos em sua última missão. Aos poucos, a garota não só criou laços de amizade com esses seres como acabou se apaixonando por um deles — o irresistível Adrian Ivashkov — e, surpreendendo até a si mesma, decidiu levar o relacionamento proibido adiante, em segredo. Tudo se complica quando Zoe, sua irmã, se junta à missão. Sydney precisa guardar seu segredo enquanto tenta fazer com que a caçula perceba como as crenças alquimistas estão equivocadas. Enquanto isso, Adrian sofre com os fortes efeitos do espírito — um elemento mágico que, ao mesmo tempo em que lhe confere poderes, pode levá-lo à loucura. Sydney é seu maior incentivo para abrir mão desses poderes e buscar uma saúde mental equilibrada, mas Adrian nem consegue imaginar como seria vê-la machucada e não poder fazer nada. Agora, ele precisa escolher entre sua sanidade e a capacidade de ajudar a todos — especialmente aqueles que ama.
 
Se você ainda não leu os volumes anteriores da série, essa resenha pode conter spoilers para você   
 
Olás para todos! Recentemente pude ler o terceiro volume da série Bloodlines - escrito pela Richelle Mead e publicado pela Editora Seguinte -, O Feitiço Azul - corre que tem resenha - e gostei demais do que vi, principalmente o crescimento de alguns personagens. Como Coração Ardente teve seu lançamento no segundo semestre desse ano, pude lê-lo lembrando de praticamente tudo do volume anterior e isso foi ótimo para analisar o andamento do enredo.
 
Depois do desfecho do livro anterior com a chegada de sua irmã mais nova Zoey, Sydney passa a ter problemas maiores escondendo da sua irmã seus dons para magia e, principalmente, seu relacionamento com o vampiro Adrian - afinal, vampiros são desprezados pelos alquimistas. Mas como não só Sydney é cercada de problemas, Adrian  passa a não ter controle absoluto sobre seu poder do espírito, trazendo consequências boas e ruins para todos ao seu redor.
 
Basicamente como eu já disse nas resenhas anteriores de Bloodlines, os livros tem um objetivo central - que passou a ser mais evidente em O Feitiço Azul - e um objetivo secundário em cada um, que facilmente é solucionado no mesmo volume em que foi iniciado. Ao contrário dos anteriores, esse volume não trás um "conflito" em si, mas sim a centralização de um personagem - Adrian - e seus problemas. Ou não.
 
Por esse motivo, a narração dessa vez não é somente feita por Sydney, mas sim intercalada entre ela e Adrian. Quando soube que isso aconteceria, eu adorei e fiquei com expectativas altas para o que iria encontrar. Adrian - desde Vampire Academy - é um personagem que me conquistou muito e que eu acho que deveria receber um espaço maior. Ainda melhor se isso fosse como ponto de vista narrativo. O que eu não esperava era que me decepcionaria bastante nesse ponto.
 
As partes narradas por Adrian são mais lentas e - em alguns momentos - um pouco chatas. Ele fica um tanto sentimental e meloso. Além de sofrer fortes crises de identidade. Fiquei me perguntando: "Por onde anda aquele personagem sarcástico e encantador?". Mas você também pode me perguntar se esse foi exatamente o que a Richelle quis mostrar, o lado afetado pelo espírito de Adrian que ele escondia em todos outros momentos. Realmente pode ser isso, mas acho que ficou um pouco exagerado. Acabou tirando o brilho que eu tinha por ele. 
 
Dessa forma, por mais incrível que pareça, gostei mais das partes narradas pela Sydney. Esse livro foi essencialmente de conflitos internos e familiares. E a parte da Sydney trouxe tudo isso junto, sem contar que a personagem dela melhorou imensamente em comparação ao primeiro volume. A entrada de Zoey e a participação do pai delas me deu momentos de raiva intensa. Compreensível por conta da forma da criação deles. Mas mesmo assim irritante.
 
E como eu já desconfiava, a autora trouxe um ponto chave na finalização que eu já sabia que iria ocorrer em algum momento. Acho que a maioria dos leitores também. Agora, o que eu realmente quero saber - e me surpreender - vai ser o decorrer e resolução dessa ideia proposta. Dependendo de como tudo irá funcionar, a Richelle tem tudo para fazer com que os dois últimos livros sejam melhores. Só aguardar e torcer para que sua escrita continue excelente e que personagens não decaiam. 
 

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6 comentários:

  1. Oi Aline, não li nenhum livro da autora ainda. Até tenho interesse,, mas os livros sempre ficam para depois. Vou torcer para que os dois últimos volumes sejam bons e surpreendam como você disse.
    Bjs, Rose.

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  2. Oi Aline!
    Só li os dois primeiros livros de Vampire academy dessa autora, gostei da história, mas emprestei de uma biblioteca que não tinha a continuação da série... Acho lindas as capas de Bloodlines, e acho que gostaria da história, mas os livros não estão na lista de prioridades... Que pena que a narração do Adrian te decepcionou :(
    Bjs

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  3. Olá aline,

    eu não vou mentir e dizer que li sua resenha inteira porque é mentira. Li algumas partes e já peguei spoiler suficiente. kkkk
    De qualquer maneira, vi que você se decepcionou em alguns pontos, e isso é bem triste se levar em consideração que você gostou dos primeiros. Mas tenha esperança, pode melhorar.

    Beijos

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  4. Puxa, eu quero muito ler esta série, mas ainda não comecei.
    Fico feliz em saber que vc tem gostado e que este livro deixou um bom gancho para o próximo.
    Espero que a série finalize bem ;)

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  5. Minha bff leu as coleções da autora e sempre me recomendou, pois ela amou e acredita que eu deveria conhecer e me apaixonar também!
    Agora com esta resenha, até me animei em pedir finalmente os livros emprestados!

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  6. Série bem elogiada mas não desperta a minha curiosidade.
    Tomara que agora perto do final não deixe a desejar...

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