21/06/2014

Resenha | Silo

Silo
  • Autor: Hugh Howey
  • Editora: Intrínseca
  • Páginas: 512
  • Compre aqui: Saraiva | Submarino

O que você faria se o mundo lá fora fosse fatal, se o ar que respira pudesse matá-lo? E se vivesse confinado em um lugar em que cada nascimento precisa ser precedido por uma morte, e uma escolha errada pode significar o fim de toda a humanidade? Essa é a história de Juliette. Esse é o mundo do Silo. Em uma paisagem destruída e hostil, em um futuro ao qual poucos tiveram o azar de sobreviver, uma comunidade resiste, confinada em um gigantesco silo subterrâneo. Lá dentro, mulheres e homens vivem enclausurados, sob regulamentos estritos, cercados por segredos e mentiras. Para continuar ali, eles precisam seguir as regras, mas há quem se recuse a fazer isso. Essas pessoas são as que ousam sonhar e ter esperança, e que contagiam os outros com seu otimismo. Um crime cuja punição é simples e mortal. Elas são levadas para o lado de fora. Juliette é uma dessas pessoas. E talvez seja a última.


Olás! Cá estou eu para falar mais uma vez sobre um livro distópico. Conheci Silo de uma forma muito bacana na Turnê Intrínseca, onde a Heloíza falou muito bem sobre a trama e rapidamente me conquistou, ainda mais porque a palavra "distopia" piscava sobre o livro. Juntei a minha vontade de ler distopias com a curiosidade de encontrar algo realmente bom e novo, e comecei a minha leitura com altas expectativas.

O mundo que encontramos em Silo é fatal. O oxigênio que circula na superfície é tóxico para os seres humanos e dessa forma, as pessoas restantes moram no subterrâneo em uma construção nomeada de Silo. Cada indivíduo tem sua função e dever, além de precisar seguir leis bem específicas para não ser punido com a limpeza. A limpeza nada mais é do que ir para fora do Silo, limpar as únicas janelas que mostram o terrível exterior e ficar fadado a morte por intoxicação. Ninguém sabe porque os condenados saem e realizam a limpeza. E  ninguém sabe como a humanidade foi parar nessa situação.

Silo é o primeiro livro de uma trilogia escrito pelo Hugh Howey, e que me fez constatar que esse autor realmente tem talento. Acima da distopia criada, a verdadeira arma do livro para mim são as relações interpessoais e o quão o ser humano é capaz de fazer qualquer coisa a uma ideologia ou para seu próprio bem prazer. São os diálogos e as relações de todos - eu disse todos - os personagens que fazem Silo ser um livro maravilhoso.

O grande presente para mim foram os personagens. E já vou logo alertando a todos: não se apeguem. Parece que alguém fez o mesmo curso de George Martin e é completamente desapegado a qualquer um, seja ele importante ou um mero coadjuvante. Aliás, ninguém é um coadjuvante nessa história, graças a riqueza de detalhes de personalidade que o autor insere em cada indivíduo, não importando se ele vai aparecer por um capítulo ou vinte. 

Além dos diálogos e personagens ricos, o detalhamento do ambiente é muito bom. Eu realmente me senti inserida naquele local criado - muitas vezes me sentindo presa - assim como os personagens. São diversos andares abaixo da terra que funcionam como poços de petróleo para energia, fazendas de cultivo e pecuária, pequenos hospitais, salas de tecnologia, segurança e tudo o que é necessário para fazê-lo funcionar.

Inicialmente, o autor lhe propõe algumas perguntas: Por que as pessoas estão ali? Por que aqueles que são condenados a limpeza fazem isso? Por quê? Mas após alguns capítulos - você nem precisa ir muito longe - as suas perguntas só aumentam ou mudam. Não, você não fica sem resposta, tudo vai ser tornando muito mais complexo do que você imaginava. É incrível.

Eu só tenho um ponto negativo: chegando as últimas 100 páginas, eu me senti só um pouco enrolada pelo autor para que eu alcançasse a parte final. Eu sinceramente achei que algumas considerações não precisavam ter sido feitas e a leitura começou a ficar um pouco intrincada e densa demais. Apesar disso, consegui finalizar o livro sem comprometer tanto minha opinião.

Silo é bem diferente das outras distopias que li. Talvez porque ao mesmo tempo em que o foco é a distopia, ela não é. O ser humano e suas relações são tão importantes quanto. Eu mal posso esperar para ler o segundo e o terceiro volume para observar se todos esses detalhes não irão sumir e se a escrita do autor se manterá tão boa quanto pude ler nesse primeiro volume. 
 

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4 comentários:

  1. Oi! Eu não estava dando nada por esse livro até saber que era uma distopia (não resisto a distopias), principalmente porque a capa não me chamou a atenção. Mas, assim como você, fui convencida a lê-lo na turnê da Intrínseca. A história é tão diferente e cheia de mistérios que não consegui resistir. Já está entre minhas metas de leituras e espero poder ler em breve.

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  2. Oi Aline, conheci este livro durante a divulgação de lançamento dele e fiquei bem interessada, agora que as resenhas estão saindo, meu interesse aumentou.
    Bjs, Rose.

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  3. Eu estou com esse livro, mas o meu irmão lindo fez o favor de me roubar e começar a ler a obra primeiro, então estou esperando para começar. Mas acredito em tudo que você falou, já que vem acontecendo muitos elogios positivos sobre a obra. Ainda não vi ninguém dizendo: Ah, eu odiei. O nome da obra me chamou muito atenção, pelo fato de estar ligado a um local de armazenamento de comida agrícola, e aí no caso é um local onde guarda as pessoas. Não sei, me interessei muito. Além do mais, é uma distopia o que ganha qualquer coração.

    Beijos

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  4. Este é um dos meus desejados também.
    Uma ótima temática e uma proposta encantadora, para quem gosta do gênero, como eu.
    Espero me surpreender e torná-lo favorito. Pois quero muito ler.

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