29/10/2013

Resenha | Cidades de Papel

Cidades de Papel
  • Autor: John Green
  • Editora: Intrínseca
  • Páginas: 361
Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma. Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte. Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Olás! Trago hoje para vocês a resenha do livro Cidades de Papel do queridíssimo John Green publicado pela Editora Intrínseca aqui no Brasil. Todos os livros que lançam com a autoria do John Green eu já nem leio a sinopse ou procuro saber do que se trata. Já coloco na minha lista de desejados porque sei que vou gostar na certa. Apesar dessa expectativa, Cidades de Papel me desapontou um pouquinho.

Quentin é o típico nerd que é apaixonado por uma amiga de infância e sua vizinha. Apesar de toda a amizade de quando eram crianças, ambos cresceram e seguiram rumos diferentes. Margo agora é linda e popular e Quentin continua do mesmo jeito que era. Apesar disso, em uma noite Margo aparece na janela de Quentin pedindo sua ajuda em um plano de vingança contra aqueles que ela acredita serem seus inimigos. Depois dessa aventura, Margo desaparece e a vida de Quentin passa a ser resolver pistas para encontrar a jovem.

Dos livros que li do John Green, achei Cidades de Papel o mais fraco. O livro é dividido em três partes, sendo que duas deles foram muito bem construídas e são bem dinâmicas, que é a primeira e a terceira parte. A segunda está centrada em toda a jornada de Quentin em decifrar as pistas para achar Margo, deixando grande parte do livro um pouco mais lenta e focada em um só objetivo.

O fato é que além da lentidão na segunda parte, não gostei muito do que vi nos personagens em si. Margo é extremamente egocêntrica e não merece um pingo da atenção que é dada a ela, tanto por Quentin (principalmente por ele) quanto por seus outros amigos. Quentin é um personagem bem parado, que sinceramente parece não ter nada a pensar a não ser Margo. Ele acaba se desligando um pouco dos amigos, da sua vida escolar, tudo acerca dessa menina que não merece.

Apesar da pequena decepção com os protagonistas, os personagens secundários valem a leitura. Os melhores amigos de Quentin são hilários, e várias das minhas risadas nasceram de diálogos entre eles. Principalmente com as tiradas do Ben e a coleção de "papais noéis" negros (?) dos pais do Radar. Não tem como não rir da vergonha dele.

Mesmo com as ressalvas dos personagens, a escrita do John Green continua maravilhosa. Muita gente comparou Cidades de Papel com outros livros já escritos dele. É claro que alguns acontecimentos me lembram a premissa de algum ou outro livro, mas eu ainda consigo relevar a proximidade. É delicioso ler o jeito como o autor escreve.

Se você for começar a ler o autor, eu não aconselho o início da leitura ser com Cidades de Papel. O livro é válido, mas pode te desestimular a ler os outros de sua autoria. É claro que essa é minha opinião, muitos leitores gostaram do livro, mas acho que o trabalho dele está amadurecido em outras de suas obras. 

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7 comentários:

  1. Oi Line,

    Que pena que achou mais fraco que os outros do autor, só li ACEDE então, nem tenho muito o que falar deste volume, mas sei que, não entra na lista por enquanto ^^

    Bjs

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  2. Olá! Ainda não li nada do Jonh Green, e esse foi o livro que havia mais me chamado a atenção... Mas já que você disse que não é bom começar por ele... rsrs. Eu não curti muito a sinopses e enredo dos outros livros :/ E Acede não fas muito meu estilo de leitura, então... rs'

    Ótima resenha :)
    Beijos
    www.vicioempaginas.com.br

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  3. Não li nada do Jhon, as vezes tenho vergonha de dizer isso, mas como vcê disse não curtir muito esse livro, minha amiga comprou mas não que me emprestar, então vou ler outro livro dele primeiro, para poder ler esse.

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  4. Como ainda não conheço a escrita do autor, começarei por outro...

    http://meuhobbyliterario.blogspot.com.br/

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  5. Olá Aline,tudo bem??
    Parabéns pela resenha, gostei bastante dela e da sua dica, não li nenhum livro do autor,mas já tenho A culpa é das estrelas mas ainda não li, e já tinha lido outras resenhas deste livro e a maioria diz que este é o mais "fraquinho", mas mesmo assim é ótimo e com certeza vou querer conferir!!
    Beijos!!

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  6. Discordo um pouco de você sobre Cidades de Papel, mas talvez foss eproque eu já sabia sobre o que se tratava e o objetivo do livro antes de ler. Amei o livro, e pessoalmente gostei bem mais do que O Teorema de Katherine. Não concordo com você sobre Margo "não merecer a atenção de Quentin", eu acho que ela nunca pediu pela atenção dele e tudo o que aocnteceu foi que Quentin criou sua própria Margo, que não correspondia a prórpia. Sim, ela é egocêntrica, mas gosto bastante de personagens com defeitos, então para mim o livro foi maravilhoso, a desconstrução dos personagens, a narrativo, tudo feito tão lindamente haha mas é TFiOS é meu preferido e também achei muito melhor que Cidades de Papel, mas são dois livros com objetivos diferentes então não sei se é muito certo compará-los, apesar de ser inevitável
    xx
    Flávia - http://hangoverat16.blogspot.com.br/

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  7. Troquei o livro pelo Skoob e estou ansiosa para tê-lo em minhas mãos. Sinceramente não sei se vou gostar da escrita, mas achei o enredo bem chamativo.
    Beijs'

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