27/05/2013

Resenha | Desejo à Meia-Noite

Desejo à Meia-Noite
  • Autor: Lisa Kleypas
  • Editora: Arqueiro
  • Páginas: 272

Após sofrer uma decepção amorosa, Amelia Hathaway perdeu as esperanças de se casar. Desde a morte dos pais, ela se dedica exclusivamente a cuidar dos quatro irmãos – uma tarefa nada fácil, sobretudo porque Leo, o mais velho, anda desperdiçando dinheiro com mulheres, jogos e bebida. Certa noite, quando sai em busca de Leo pelos redutos boêmios de Londres, Amelia conhece Cam Rohan. Meio cigano, meio irlandês, Rohan é um homem difícil de se definir e, embora tenha ficado muito rico, nunca se acostumou com a vida na sociedade londrina. Apesar de não conseguirem esconder a imediata atração que sentem, Rohan e Amelia ficam aliviados com a perspectiva de nunca mais se encontrarem. Mas parece que o destino já traçou outros planos. Quando se muda com a família para a propriedade recém-herdada em Hampshire, Amelia acredita que esse pode ser o início de uma vida melhor para os Hathaways. Mas não faz ideia de quantas dificuldades estão a sua espera. E a maior delas é o reencontro com o sedutor Rohan, que parece determinado a ajudá-la a resolver seus problemas. Agora a independente Amelia se verá dividida entre o orgulho e seus sentimentos. Será que Rohan, um cigano que preza sua liberdade acima de tudo, estará disposto a abrir mão de suas raízes e se curvar à maior instituição de todos os tempos: o casamento?

Olá pessoas! A resenha de hoje é de mais um romance histórico lançado pela Editora Arqueiro. Desejo à meia-noite é escrito pela Lisa Kleypas, e é o primeiro livro dentro de uma trilogia. Ao que parece, essa série também segue a leva de contar um pouco sobre cada irmão/irmã da família, no caso Os Hathaways, em cada volume.

Em Desejo à Meia-Noite nós começamos a conhecer um pouco sobre a família Hathaway e o foco narrativo da vez é Amelia, uma irmã mais velha que toma conta de suas outras irmãs mais novas e também de seu irmão mais velho, Leo. Desde a morte dos seus pais e com a irresponsabilidade de Leo em cuidar da família, Amelia pegou essa responsabilidade para si. No meio de uma busca por Leo, Amelia conhece Cam, um meio cigano que nunca se acostumou com a vida em cidade grande e que imediatamente fica atraído por ela. Mudanças ocorrem e apesar disso, os dois não se distanciam e um certo romance começa a crescer entre ambos.

Como eu já disse anteriormente, os romances publicados pela Arqueiro me parecem que tem uma certa linha em apresentar diversos membros de uma família e fazer um livro sobre cada um que seja relevante. No caso da família Hathaway, não poderia ser diferente em iniciar com Amelia, já que ela é a personagem principal dentro de sua família. 

Amelia já se convenceu que não vai casar e se conformou com a sua solteirice. A partir disso, seu dever maior é com a família. Ela acaba muitas vezes sufocando seus irmãos, às vezes até não intencionalmente, mas dá para perceber esse certo exagero da parte dela. Sua personalidade lembra muito uma mãe bem coruja.

Cam é justamente o oposto. Veio de uma cultura diferente, chama atenção e na maioria das vezes, não é aceito na sociedade. Apesar de viver na cidade, está mais do que preparado para voltar a sua antiga liberdade. Sua vida é cercada de mistérios, muitos não desvendados no livro, ressalto.

Achei o início do romance dos dois muito abrupto e rápido demais. Sim, os romances históricos já tem uma certa "tendência" de fazer com que o mocinho e a mocinha já se encontrem e se apaixonem instantaneamente, mas mesmo com essa premissa eu achei que foi tudo muito além. Observando por esse ponto de vista, eu prefiro o romance criado pela autora de O duque e eu. 

Apesar desse pequeno ponto negativo, eu achei a entrada da cultura cigana, de certa forma pequena, mas muito válida. Foi um toque diferente na narrativa dos romances históricos que já li. Confesso que a autora poderia até ter se aprofundado um pouco mais (coisa que acho que vai fazer no decorrer dos outros volumes), mas esse início já deu um gosto bacana.

Gostei também da autora passear, nem que seja um pouquinho, no ponto de vista dos outros personagens secundários. A narrativa é em terceira pessoa, mas ela consegue variar em algumas cenas importantes essas outras percepções relevantes.

A finalização, apesar de todos os pesares, é de certa forma o que imaginei. Já tenho noção de quem será o foco do próximo livro e tenho certeza que um ponto que ficou aberto nesse primeiro volume deve ser solucionado no segundo. Eu já suspeito de algumas coisas, mas quero muito descobrir o que a autora irá trazer para os leitores.

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3 comentários:

  1. Sou louca pra ler esse livro, pois me apaixonei pela capa dele assim que o vi, muito linda mesmo, e a historia do livro parece ser super interessante gostaria muito de ler ele.

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  2. Você sabe que sempre valorizo o que diz e quase sempre pensamos igual. Pelo visto vou gostar desse livro, mas não vou cair de amores por ele. Acho que vou dar uma chance assim que possível. Estou com saudades de ler um romance histórico.

    PS: Sou só eu que acho esse sobrenome Hathaway muito comum? Já perdi as contas em quantos livros que li ele apareceu.

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  3. Adorei a capa (sou daquelas que escolhe o libro tb pela capa faxer o quê), pelo resumo achei interessante mas não me chamou tanta anteção

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